Gastronomia
É DO BRASIL! CAIPIRINHA: O DELEITE NACIONAL



De remédio caseiro a drinque mundialmente conhecido, a caipirinha é unanimidade de Norte a Sul do país

Ahhh, caipirinha nossa de cada final de semana... Refresca só de pensar! Onde tem alegria, lá está ela. Sua origem é incerta, embora existam várias versões para o seu surgimento. Independente de qual seja, deu certo. A bebida virou patrimônio nacional e ganhou o mundo. Tanto que, antes mesmo de aprender frases básicas em português, os “gringos” já chegam falando “caipiriUinha”, “caipiriUinha “desse jeito mesmo.

A TUdo trouxe um dossiê sobre a bebida e, ao final, uma receita deliciosamente refrescante para você surpreender a família e os amigos nos próximos churrascos.

Pegue a sua coqueteleira e venha com a gente!

Mil e uma versões

Brasil, começo do século XX. A Gripe Espanhola – pandemia que infectou um quinto da população mundial entre 1918 e 1920 – acabara de chegar às terras brasileiras. Como forma de amenizar o efeito devastador da doença – 35 mil pessoas sucumbiram a doença, somente aqui – uma receita de remédio caseiro a base de cachaça, limão, mel e alho começou a circular entre as famílias. O limão era utilizado por sua Vitamina C, já a função do álcool era acelerar os efeitos terapêuticos da mistura.

Naquela época, a maioria das cachaças eram produzidas na região de Piracicaba, interior de São Paulo. O nome “caipirinha”, teria vindo daí. Por outro lado, apesar de a versão da Gripe Espanhola ser a mais provável, não faltam teorias sobre sua origem. Uma delas diz que foram marinheiros estrangeiros que inventaram a mistura. Isso porque ao atracar no porto de Paraty, eles tomaram cachaça com limão para prevenir o escorbuto – doença provocada por falta de Vitamina C no corpo.

Consagração
A consagração da caipirinha veio, de fato, durante a Semana de Arte Moderna de 1922. Assim que provaram a bebida, os intelectuais modernistas a transformaram em símbolo da cultura gastronômica nacional. A partir daquele momento, o Brasil passava a ter um drinque para chamar de seu. Anos mais tarde, ela ganhou o mundo através das mãos do escritor Oswald de Andrade e da pintura de Tarsila do Amaral, que a levaram para Paris. Em 2003, um decreto presidencial regulamentou a caipirinha visando torná-la típica do Brasil. Assim, foi possível evitar que ela fosse patenteada por empresas estrangeiras.

Caipirinha, Caipiroska, Caipiríssima...
Variações dessa delícia é o que não faltam! A receita original é limão tahiti, cachaça e açúcar, entretanto, diversas receitas vem ganhando o coração dos “loucos por caipirinha”. A equipe da TUdo separou as melhores para você:

Caipiroska - Boa parte das pessoas já conhecem. A “Caipiroska” consiste em trocar a cachaça pela vodka, detalhe que muitas pessoas preferirem essa versão a original. A receita fez tanto sucesso que foi “comprada” pela Smirnoff, famosa marca de vodka.

Caipirão - É uma variação da caipirinha típica de Portugal. Ao invés da cachaça, é usado o licor beirão, típico de Portugal. O licor é preparado com diversas plantas (entre as quais o eucalipto, a canela, o alecrim e a alfazema) e sementes aromáticas, que são submetidas a um processo de dupla destilação.

CaipiríssimaAqui, a diferença é a troca da cachaça pelo Rum Bacardi. O termo “Caipiríssima” foi registrado pela Bacardi.

5 dicas para uma caipirinha “daquelas”:

  • Use cachaça branca – A versão envelhecida da bebida adquire notas de sabor da madeira em que foi fermentada, deturpando a pureza da caipirinha;

  • Corte o limão no exato momento do preparo – Se a fruta for separada com antecedência pode oxidar e afetar a bebida;

  • Não tire a casca do limão É nesta parte que ficam seus óleos essenciais, responsáveis por dar sabor à bebida.

  • Não se preocupe com o miolo do limão – Assim como a casca e a polpa, esta parte é composta por pectina, substância que não contamina o gosto do drinque.

  • Use açúcar demerara – Com coloração marrom-clara, o açúcar demerara passa por um refinamento mais leve e não tem aditivos químicos. E apesar de ter menos “doçura” do que o refinado, deixa a caipirinha mais saborosa.

REFRESCÂNCIA EM 3,2 1...

Caipirinha de lichia e cerejas frescas

Ingredientes
1 dose de cachaça prata
2 lichias
1 colher de sopa de açúcar
Gelo

Modo de preparo
Junte as lichias, o açúcar e macere suavemente. Acrescente o gelo, a cachaça e misture tudo em uma coqueteleira.

Mas ó: se beber, não dirija!



 
SOFISTICAÇÃO EM ALTO MAR - VIEIRA, O MOLUSCO QUE VALE OURO

Queridinha entre chefs renomados, a vieira vem reinando, cada vez mais, no pódio da alta gastronomia.

Terça-feira à noite. A caixa misteriosa do reality show “Master Chef Brasil”, a maior competição culinária do mundo, é revelada. Dentro dela, um alimento frágil e de difícil manuseio tira o sono dos participantes. O nome dele? Viera.

Muito comum na América do Norte, Japão e norte da Europa, o molusco de carne branca é muito apreciado por seu sabor suave e requintado. Mas não se engane: apesar de o parentesco com ostras e mariscos, existem diversas diferenças entre a iguaria e os demais frutos do mar. Uma delas é a consistência. A ostra, por exemplo, é gelatinosa e seu sabor se assemelha ao da água do mar. Já a viera é diferente. Sua textura é firme, bem parecida com a de um polvo.

Outra diferença fundamental são as formas de preparo. Novamente, ao contrário da ostra, geralmente consumida in natura, a vieira é mais versátil, permitindo preparações mais elaboradas. Entretanto, é preciso ter cuidado com essa versatilidade, pois elas tendem a enrijecer caso cozinhem demais. Nossa dica é grelhar ou saltear de forma rápida em azeite ou manteiga, antes de misturá-las com outros alimentos.

CHEIA DE CLASSE

Mesmo com a produção de vieras no Brasil a todo o vapor – principalmente no Sul e no Sudeste do país – a maioria delas ainda é importada, fazendo seus preços dispararem. Assim como acontece com os camarões, onde o preço varia de acordo com o tamanho, as vieiras são comercializadas seguindo a mesma linha. Quanto maiores, mas caras. As canadenses, por exemplo, que são as maiores de mundo, podem custar de 350 a 700 reais o quilo. Já as chilenas são encontradas por 120 reais, em média. Entre as nacionais, os preços vão lá embaixo, o que não interfere em nada na qualidade. A dúzia (congelada) sai de 35 a 40 reais.

Entre os estados que mais consomem o produto, São Paulo aparece no topo da lista. A capital paulista figura entre as melhores rotas de gastronomia, o que faz com que diversos restaurantes ofereçam pratos à base de viera para os clientes. O do chef Henrique Fogaça – um dos jurados do programa Master Chef – tem uma opção de vieira ao molho de limão que sai em torno de 70 reais.


Preços:
Canadá ............................ de 350 a 700 reais / quilo
Chile................................. 120 reais / quilo
Brasil................................. 40 reais / dúzia

Se liga nas dicas

Como escolher?
Devem ser ligeiramente brilhosas e ter aroma doce e fresco.

Como armazenar?
Na geladeira, por no máximo dois dias. Congeladas, durante o ano todo.


A ostra, por exemplo, é gelatinosa e seu sabor se assemelha ao da água do mar. Já a viera é diferente. Sua textura é firme, bem parecida com a de um polvo.


É HORA DA RECEITINHA!

Por: Gordon Ramsey

Ingredientes

  • 16 vieiras frescas (já preparadas só a parte branca)

  • sal e pimenta

  • azeite

  • salada para servir

Modo de Preparo

  • Leve uma frigideira ao fogo com um fio de azeite (não coloque muito pois assim as vieiras fritam na gordura em excesso) e deixe aquecer muito bem.

  • Tempere as vieiras com um pouco de sal e pimenta e coloque-as em círculo na frigideira.

  • Deixe cozinhar cerca de 1 minuto ou 1 minuto e meio, de acordo com a espessura das vieiras e até começarem a ficar douradas nas extremidades.

  • Comece depois a virá-las na frigideira, e deixe cozinhar mais 1 minuto do outro lado. (Quando pressionar as vieiras, o correto é senti-las moles e não firmes. Se cozinhar muito ficam parecendo uma borracha).

  • Sirva as vieiras como entrada com uma salada verde temperada com vinagrete. (Ou, você pode servir como prato principal com um risoto ou uma massa, por exemplo).

O chef 3 estrelas Michelin, Gordon Ramsey é apresentador do programa Hell's Kitchen

 
VERSATILIDADE À MESA

Prática e muito saborosa, a carne moída é a estrela de diversas receitas e
unanimidade na cozinha

Embora não dê para negar que a combinação: arroz, feijão e carne moída seja realmente perfeita, esqueça-a por um momento. Conhecida por sua versatilidade, a carne moída dá a vida à diversas receitas – almondegas, hamburguês, quibes, molhos – deixando almoços e jantares ainda melhores. Mas afinal, qual tipo de carne comprar? Quantas vezes é necessário moê-la? Como deixá-la soltinha? Descubra no passo a passo elaborado pela a equipe da Revista Tudo e arrase no seu próximo prato:

Passo 1 – Escolhendo a carne

O recomendado é comprar carne moída na hora. Caso não seja possível, fique ligado(a) na embalagem. Quando embalada, não é incomum que a carne perca um pouco de cor, entretanto, se estiver muito escura – esverdeada ou amarelada – descarte o produto imediatamente. O odor também é de extrema importância. Se estiver com um cheiro muito forte, é lixo na certa. Atente-se a isso.

Passo 2 – Qual tipo de carne devo usar? Escolho com gordura ou sem?

Antes de tudo, tenha em mente qual receita irá preparar. Para quibes crus e tartare as mais indicadas são patinho e paleta, que contém pouca gordura. Os refogados do dia-a-dia também costumam ser feitos com patinho ou, então, coxão duro. Agora, se você quer testar uma receita que leve molho à bolonhesa, prefira a maminha.

Convidou os amigos para uma noite de hambúrgueres caseiros? Então peça a carne com gordura, pois ela é fundamental para este tipo de receita; é essa gordura que dá liga à massa. Geralmente os açougueiros fazem uma mistura com costela, acém e peito, que juntos são mais saborosos. Fraldinha é outra boa pedida.

É importante ressaltar que carnes muito gordurosas não rendem tanto quando moídas, assim como as magras demais ficam duras. Portanto, o segredo é achar um meio termo.

Passo 3 – Na hora de moer, preciso pedir ao açougueiro que moa a carne mais de uma vez?

Isso também varia de receita para receita. Para almôndegas e hambúrgueres, por exemplo, a carne deve ser moída três vezes, assim os nervos ficam praticamente imperceptíveis. Se for usá-la para rechear pastéis ou panquecas, duas vezes são suficientes. Agora para molhos, onde os pedaços são maiores, peça a ele para passá-la na máquina apenas uma vez.

Dicas

Na hora do preparo, evite colocar a carne moída congelada dentro da panela. Descongele antes. O descongelamento correto são 48 horas em geladeira. Descongelamento em micro-ondas também não é um processo legal, pois acaba cozinhando a carne. Quando estiver em temperatura ambiente, comece a cozinhar. Outra dica importante é não temperar até colocá-la na panela. É melhor que ela frite antes; dessa forma, dá para corrigir o sabor facilmente. Pimenta do reino, salsinha, coentro e cominho são os temperos mais usados, porém, sempre dá para inovar. Ainda sobre temperos, a carne ficará mais soltinha se for refogada apenas com azeite ou óleo.

Box
O filet mignon por exemplo não é recomendado, pois não tem gordura.

Box
A temperatura de cozimento é importante; fogo alto pode queimar e ressecar. Recomendamos fogo baixo, aproveitando ao máximo os sucos criados pela própria carne.



Carne moída com cerveja

Receita de Rita Lobo (apresentadora do Programa Cozinha Prática – GNT)

Ingredientes

  • 1 kg de carne moída (patinho)

  • 1 lata de cerveja preta (350 ml)

  • 1 pimentão vermelho

  • 1 cebola

  • 3 dentes de alho

  • ¼ de xícara (chá) de farinha de trigo

  • 2 colheres (sopa) de extrato de tomate

  • 1 xícara (chá) de água

  • 3 colheres (sopa) de azeite

  • 1 folha de louro

  • 6 talos de cebolinha

  • sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Modo de preparo

  1. Retire a carne moída da geladeira e deixe em temperatura ambiente enquanto prepara os outros ingredientes - ela não pode estar gelada na hora de ir para a panela. Leve pouco mais de 1 xícara (chá) de água para ferver (assim, o pouco que evaporar não vai interferir na medida da receita).

  2. Descasque e pique fino a cebola e o alho. Lave, seque e corte o pimentão ao meio; descarte as sementes e corte cada metade em cubos de cerca de 1 cm.

  3. Leve uma panela grande ao fogo médio. Quando aquecer, regue com 2 colheres (sopa) de azeite e acrescente a carne - espalhe bem no fundo da panela para dourar melhor. Polvilhe com a farinha de trigo e deixe dourar, mexendo de vez em quando com a espátula para soltar os pedaços de carne. Se sua panela for pequena, doure a carne em duas etapas.

  4. Transfira a carne dourada para uma tigela e mantenha a panela em fogo médio. Regue com o azeite restante, junte a cebola e o pimentão, tempere com uma pitada sal e refogue por cerca de 3 minutos. Acrescente o alho, o louro e mexa por mais 1 minuto para perfumar.

  5. Adicione o extrato de tomate e misture bem. Regue com a cerveja preta aos poucos, raspando o fundo da panela com a espátula para dissolver os queimadinhos - eles dão sabor extra ao molho. Junte a água fervente, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar até ferver.

  6. Volte a carne dourada para a panela e misture bem. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por mais 10 minutos até o molho encorpar - o álcool da cerveja vai evaporar. Enquanto isso, lave, seque e fatie fino a parte verde da cebolinha.

  7. Desligue o fogo, misture a cebolinha fatiada e sirva a seguir. A carne fica uma delícia acompanhada de palitos de mandioca assada.

 
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