Meio Ambiente
Rinocerontes e o perigo da extinção

 


Até 2026 eles podem desaparecer . 

Algumas experiências profissionais tornam-se experiências de vida e, mais do que isso, mudam o curso de nossas vidas. É o caso da história do fotógrafo Érico Hiller, que viajou por diversos países da África e Ásia, registrando uma realidade bastante dura, a caça furtiva dos rinocerontes. Existem 20 mil rinocerontes no mundo e cerca de 1000 são mortos a cada ano. A taxa de natalidade ainda é maior que a de mortalidade, mas se a matança continuar nesta toada, entre 2016 e 2018 esta conta vai inverter. Segundo dados da ONG Save The Rhino, os rinocerontes podem ser extintos da natureza até 2026.

Motivado por esta causa, Érico mergulhou neste universo com uma dedicação total, pesquisando e registrando tudo de forma cuidadosa, com o intuito de divulgar para o mundo todo mais esse crime ambiental, documentado no livro “A jornada do rinoceronte”. Para entendermos mais a fundo nesta questão, utilizamos trechos do livro e da entrevista que o fotógrafo concedeu à Tudo.

“Nos últimos 200 anos a população de rinocerontes na África foi reduzida em 95%. Mais alarmante, ainda, apenas nos anos 1970 perdemos mais da metade dos que restavam. Uma chacina da vida selvagem. A fotografia pouco pode fazer diante  de um contexto tão complexo e perturbador.”

Érico tomou conhecimento do tema em 2006, quando fez sua primeira viagem à África do Sul. Na época fazia um trabalho sobre o turismo na região. Ao deparar-se com um rinoceronte, ficou sabendo que a espécie estava ameaçada de extinção. Ao mesmo tempo que foi fisgado pelo assunto, veio junto a dúvida e ele ficou com aquilo na cabeça. Finalmente e, 2011 conseguiu um patrocínio para fazer um trabalho sobre lugares ameaçados, mas recebeu um balde de água fria quando não conseguiu permissão para fotografar as reservas. “Eles não estavam interessados em fazer barulho”, conta Érico. Dois anos mais tarde, com o aumento da caça descontrolada, Hiller foi procurado: “O mesmo pessoal que me virou as costas me procurou para pedir ajuda”, conta. Neste momento, agarrou de vez a causa. Correu atrás de patrocínio e fez a viagem. “Abster-me de tratar um tema que me espantou nos últimos anos me faria ser conivente com uma terrível verdade: em menos de uma década, todos os rinocerontes poderão desaparecer da natureza.”

Com o dinheiro arrecadado, partiu por uma jornada de dois anos percorrendo países como Índia, Vietnã, Zimbábue, Moçambique, África do Sul e Quênia, para registrar todos os detalhes deste drama da caça furtiva do animal. O motivo é pífio, o comércio ilegal de chifres.

“Tive acesso privilegiado a parques, fazendas e orfanatos de rinocerontes. Falei com especialistas, veterinários, autoridades, policiais e famílias de caçadores.”

O chifre do rinoceronte tem um valor muito alto na Ásia, onde acredita-se que possui propriedades medicinais.

“Todo o corpo do rinoceronte tem algum valor no mercado negro. Muitas pessoas enriquecem ao encontrar uma carcaça fresca. Muitos de seus usos são desconhecidos da maioria e beiram o absurdo. O mito amplamente divulgado no Ocidente sobre a utilização de seu chifre para finalidades afrodisíacas deve ter sido difundido como uma lenda urbana da Europa que se espalhou mundo afora. Em algumas cidades da Tailândia e da Índia essa finalidade ainda é tomada como verdade. Nesses locais também se usa o chifre como alívio para dores decorrentes de poliomielite, artrite e até hemorroidas (o paciente senta-se em uma cadeira com um orifício, e um pedaço de chifre em brasa defuma seu ferimento, aliviando a dor).”

Mas o maior absurdo é que uma crença deste tipo movimente um comércio ilegal tão devastador.

“Não há nenhum tipo de necessidade de prescrição médica para comprar um chifre. Quem quiser, procura 
um traficante e adquire seu produto. Já o Dicionário médico chinês oferece descrições detalhadas dos usos de chifres separados por espécie de rinoceronte (cinco) e
as sutis diferenças existentes entre eles. O sangue de rinoceronte coagulado é vendido em pedaços desidratados como ingrediente caro em países como Mianmar e Tailândia para ser utilizado como tônico de uso diário, para carência de vitaminas ou em forma de pomada para ser aplicado ao pênis para melhorar o desempenho sexual. O estômago do animal também é comercializado em alguns lugares da Índia, onde ferver o produto com água promete aliviar problemas intestinais. Fezes frescas de rinoceronte (preferencialmente extraídas diretamente do reto no animal) poderiam ser ingeridas como laxante ou então misturadas a óleo e aplicadas a inchaços na pele para atenuar os sintomas. Até sua urina tem valor. Em diversos lugares de Mianmar e da Índia, acredita-se que beber urina misturada com água e mel todas as manhãs poderia aliviar tosse e dores de garganta. Por fim,
é possível ouvir inúmeras outras histórias como: pendurar um dente de rinoceronte no pescoço de crianças mal nutridas ou comer os olhos do rinoceronte para os cantores que desejam melhorar sua potência vocal.

Se existe quem compra e quem caça o animal, a cadeia está completa. “O caçador furtivo não tem tranquilidade. Ele atira com uma arma de calibre 375, o animal tomba e ele arranca o chifre, põe na mochila e sai correndo.”, conta o fotógrafo.

Apesar do caráter de denúncia, o trabalho também toca pela beleza de suas fotos e dos relatos desta saga. Em uma das passagens, o autor conta como foi fotografar Waiwai, na reserva Lewa Wildlife uma rinoceronte com um chifre imenso e pontudo. “Persegui esta fotografia por ininterruptos quatro dias. Quando já havia quase desistido, no final da minha última tarde, cruzei na estrada com um guarda florestal e perguntei sobre o bicho. Ele me respondeu que tinha avistado Waiwai havia algumas horas, mas seria difícil encontrá-la, pois ela deveria estar deitada sob algum arbusto, com muita dificuldade de acesso. Procuramos com um binóculo (quebrado) e por fim conseguimos vê-la muito longe. Pedi para tentarmos chegar perto
e, para não assustá-la com o ruído do motor do carro, percorri os últimos metros a
pé até presenciar esta silhueta linda de seu chifre espetacular, fino e longo como um sabre de samurai. Fiquei imóvel olhando a pouco mais de 20 metros. Alguns minutos depois tivemos que sair dali, pois Waiwai ficou incomodada com nossa proximidade.”

Quando vemos esta foto, logo pensamos no perigo que Waiwai corre, mas Érico disse que “Ela é querida e protegida na região. Todos os dias eles marcam o contato visual que têm com o bicho”.

Outra imagem que chama atenção é a de dois rinocerontes sem os chifres, porém vivos. Os dois foram alvejados por caçadores furtivos em uma reserva na África do Sul.

“Os bichos tiveram sorte em sobreviver, se é possível dizer isso, pois nesse caso os criminosos tiveram o cuidado de atirar com tranquilizantes e não com munição. Quando eles caíram adormecidos, os chifres foram extraídos com um machado. Encontrei estes dois animais em um centro de reabilitação especializado. Por terem vivido um trauma terrível, fui orientado a não me aproximar muito deles, tampouco chamar a atenção fazendo ruídos.”

Depois de conhecer o drama dos rinocerontes, só nos resta perguntar como ajudar?

“O rinoceronte é do planeta. Há duas formas de ajudar: divulgar o assunto para o maior número de pessoas e colaborar com ONGs e entidades que protegem animais. O mais importante é aprender com essa saga que o animal está passando. Ter consciência ambiental tanto da fauna como da flora.”

Érico finaliza: “Se esses problemas foram inventados por humanos, a solução também deve partir de nós.”

Obs- Parte do valor arrecadado com a vendas do  livro será doada para instituições que lutam pela preservação destas espécies no mundo.

Fontes:

“A jornada do rinoceronte”

Entrevista com Érico Hiller

Dados do livro na editorial de cultura P. 56

 
Dia Mundial da Água. Aprendendo a viver sem abundância



 

Em tempos de escassez de água ficamos todos apreensivos, apesar de não temos qualquer afinidade com o assunto, pois sempre tivemos abundância deste recurso natural. Dia 22 de março é o Dia Mundial da Água e este ano a pauta das discussões do setor de recursos hídricos de todo o mundo é “Água e desenvolvimento sustentável.

O Dia mundial da água doce é celebrado mundialmente desde 22 de março de 1993, quando foi recomendado pela ONU durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro. Desde então, as celebrações ao redor do mundo acontecem a partir de um tema anual, definido pela própria Organização, com o intuito de abordar os problemas relacionados aos recursos hídricos.

E falando em problemas, ainda não conhecemos o tamanho do nosso com relação à escassez de água. Desde o ano passado a região sudeste tem convivido com uma crise até então não imaginada. Procuramos a opinião de uma profissional, a Professora Doutora Jussara Cabral Cruz, Presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos.

TUDO - Apesar de a água ser tratada mundialmente como um recurso esgotável, o brasileiro - principalmente da região sudeste - jamais se preocupou com o tema. Qual comportamento que precisa mudar?

Dra Jussara - O Brasil detém cerca de 13 % da oferta de água doce no mundo para o correspondente a 2,8 % da população mundial. Essa situação gera no coletivo a falsa sensação de que falta de água não vai ocorrer no Brasil.

Mas esse número não representa a realidade da disponibilidade do Brasil já que essa água não é distribuída igualmente em todo país, nem por região, nem ao longo do ano. A maior disponibilidade, por exemplo, está na região com a menor densidade populacional, assim como existem regiões que além de terem menor disponibilidade, ainda têm sua distribuição muito desigual ao longo do  ano, com estações chuvosas concentradas em poucos meses, como é o caso do nordeste brasileiro. De fato, existe um desafio histórico de suprimento de água para a região nordeste, em especial no interior, no sertão, onde pessoas passam por situações muito distintas de falta d’água comparado ao sudeste.

Assim, respondendo a sua pergunta, o comportamento que precisa mudar é a visão de que a água é um bem inesgotável para a visão de que a mesma é finita.

TUDO - A escassez de água é apenas culpa da seca que enfrentamos desde o ano passado?

Dra Jussara - Apesar de o sudeste contar com boa disponibilidade hídrica histórica, pode sofrer  com eventos extremos, como ficou demonstrado com a atual crise de falta d’água. Porém, a criticidade do momento não se deve apenas ao evento climático, mas a um conjunto fatores combinados.

O primeiro deles se refere obviamente a questões naturais: os regimes de chuvas são variáveis dentro do ano, mas também ao longo dos anos. Espera-se, naturalmente que ocorram eventos críticos de secas como de cheias. Quanto mais severo é o evento, mais raro. Mas podem ocorrer. É o que estamos vivenciando neste momento.

Um segundo fator refere-se às modificações do ambiente proporcionadas pelo uso e ocupação do território. Grandes áreas impermeabilizadas impedem a boa infiltração das águas durante os períodos chuvosos, reduzindo o estoque de água subterrânea que é o grande reservatório que mantém os mananciais com água durante o período sem chuva. A região possui grandes cidades, muitas indústrias, grande produção agropecuária, mineração, que modificaram significativamente as condições de infiltração.

Além disso, a falta de saneamento é um dos desafios que o Brasil ainda tem pela frente. Apesar a região ser uma das mais bem servidas de tratamento de esgotos e efluentes das atividades econômicas, a poluição ainda existente é outro fator que reduz a capacidade de uso das águas. Quando não impede o uso para determinadas finalidades, pelo menos encarece seu processamento significativamente, não sendo possível, portanto, contar com boa parte das águas poluídas, significando uma redução de água disponível.

Por outro lado, ainda há a questão da infraestrutura. Para superar as condições de variabilidade climática, quando há períodos com maior oferta de água e outros de menor, e conseguir maior segurança para o abastecimento, é a existência de reservatórios. A capacidade atual instalada não está suficiente perante essa situação.

Sabendo-se que os recursos hídricos são finitos, é preciso conhecer qual é a capacidade limite de uso dessas águas. Ou seja, qual é tamanho do “bolo” e o número de “convidados” para consumir o bolo.

Ao longo dos anos houve um grande crescimento populacional, de indústrias e de atividades agrícolas causando grande aumento de uso das águas. Então, para um mesmo evento de seca com mesma intensidade como no passado, é possível que os efeitos do passado não tenham sido tão impactantes como no presente. É o mesmo tamanho de bolo que agora precisa ser fatiado para muito mais convidados.

Ainda, o uso ineficiente e excessivo da água, sem a devida preocupação com os desperdícios, agrava a situação e reduz os estoques já escassos.

TUDO -  Os governantes não estão demorando muito para tomar iniciativas radicais?

Dra Jussara - Na minha opinião, situações de escassez como a que o sudeste está vivendo, mesmo com o alento das últimas chuvas, necessita que ações firmes sejam tomadas. As medidas anunciadas pelo secretário Benedito Braga estão coerentes com as necessidades. É necessária a realização de estudos para implementação de medidas que impliquem em alteração da operação do sistema. Todas as medidas, que dependam de obras, precisam de projeto e do tempo de execução da obra. Infraestrutura depende desses tempos.

É muito difícil estabelecer planos de enfrentamento de crise no momento da crise. O importante é aprender com essa crise para estarmos preparados para enfrentar outras adversidades climáticas como essa, já que eventos climáticos voltarão a ocorrer, embora não se possa dizer quando. Para isso, é necessário estabelecer um plano de enfrentamento da crise e esse plano deve ser realizado no período sem crise.

TUDO - Como educar a população para parar de desperdiçar água?

Dra Jussara - Para transformar comportamentos, além de campanhas intensivas que vão desde o incentivo a redução do uso, tais como a redução no tempo do banho, fechar sempre as torneiras, otimizar o uso das máquinas de lavar, entre outros, são necessárias medidas que implicam em investimento para modernização e/ou troca de equipamentos. Dentre essas alternativas tem-se a troca de torneiras que pingam, conserto de vazamentos em encanamentos, troca de aparelhos de descargas por alternativas mais econômicas, implementação do uso de águas da chuva,  reuso, etc.

São necessárias campanhas de sensibilização por mudanças de comportamentos, mas também a implementação de políticas de incentivo a essas mudanças de comportamento, como por exemplo, incentivos financeiros e até mesmo penalizações para o uso perdulário.

TUDO - Sem água, não há energia. Não seria a hora de se pensar em outras formas de energia, como aquecimento solar, energia eólica?

Dra Jussara - E também sem energia não se faz captação, tratamento e distribuição de água, com quantidade e qualidade, com pressão adequada a seu uso e para seu transporte. Mas para produzir a energia, é preciso de água, seja por geração hidráulica, seja por geração em usinas térmicas (óleo, gás, nuclear ou carvão).

A opção brasileira pela hidroeletricidade deve-se primeiro a grande riqueza disponível de fonte limpa e renovável, a grande vida útil, ao custo de energia mais baixo entre as demais fontes, a menor emissão de CO2 que as termelétricas, a seus reservatórios que contribuem para os usos múltiplos do recurso hídricos, para a adaptação a mudanças. Porém, as termoelétricas, embora necessitem também de água, possuem a vantagem de reduzir o risco de racionamento de energia em caso de escassez de chuvas ou diminuição dos volumes de água nos reservatórios. Outra vantagem é que elas podem ser instaladas perto dos grandes centros consumidores, diminuindo assim as perdas de transmissão e melhorando a qualidade da energia fornecida.

Já as demais alternativas como eólica e a solar já são realidade e representam hoje cerca de 2% da energia elétrica produzida no país, porém são importantes como complementares. A eólica, impulsionada por incentivo de governo, provavelmente crescerá devido a custos cada vez mais competitivos. Já a energia solar tem se mostrado economicamente viável em regiões remotas ou em pequenas instalações.

TUDO - Existe uma perspectiva um pouco mais otimista sobre o problema, agora que está chovendo?

Dra Jussara - Segundo as previsões das instituições de previsão meteorológica, embora essas últimas chuvas tragam esperança de melhora, não há prognósticos de grandes alterações no quadro de disponibilidade hídrica a curto prazo. Dessa forma, a perspectiva é de que o ano será difícil e que toda a sociedade terá que dar sua parcela de contribuição no enfrentamento da crise.

TUDO -  O que dizer aos leitores sobre o dia mundial da água?

Dra Jussara - O tema deste ano é “Água e Energia”.  A questão dessa escolha resulta da grande relação que há entre esses dois recursos.

A data foi pensada para comemorar a importância da água e promover o debate e reflexões para sobre a necessidade urgente de manter esse recurso disponível. Esse ano, o tema é em especial importante, face ao momento que estamos passando de riscos de falta de água, com respectivas consequências de redução de uso assim como os riscos associados à falta de energia elétrica, dado que os armazenamentos estão em níveis preocupantes.

A falta de água e de energia, afeta toda a população, afeta a indústria, reduz a produção hortifrutigranjeira que abastece os grandes centros, a agropecuária, a navegação, entre outros, e tudo isso junto pode implicar inclusive em desemprego.  A água é o elemento que iguala a todos. Todos precisamos dela. Todos precisamos unir esforços para sua sustentabilidade.

TUDO - Tem mais alguma coisa que poderia ser dita que eu não tenha perguntado?

Dra Jussara - O Brasil tem um bom marco legal com a instituição de um sistema nacional de gestão de recursos hídricos. Nosso sistema, como concebido na lei é muito bom, porém  o desafio  é colocá-lo em prática e avançar na coordenação política. Ele nos conduz a uma nova cultura de gestão que não estávamos acostumados, com a criação de colegiados que vão desde comitês de bacia que são os colegiados locais, a conselhos estaduais e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. A água passa por todos os setores da sociedade e é preciso encontrar um consenso sobre critérios como a distribuição da água. Por isso o nosso sistema é participativo. Os colegiados devem ser fortalecidos e ter representantes capacitados dos setores de usuários da água, da área técnica, da sociedade civil e de todos os setores envolvidos para que o estado, como tutor e gestor da água, chegue a um consenso comum e tome decisões que visem a sustentabilidade de nossas águas. Esse é um processo que exige um amadurecimento de todas as entidades criadas pelo sistema, é preciso ter uma boa discussão para que se estabelecerem bons critérios. Esse conjunto precisa ser aperfeiçoado.


Fontes:

Prof. Dra. Jussara Cabral Cruz

Depto Eng. Sanitária e Ambiental - PPGEC/PPGEF/UFSM

Presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos

brasil.gov.br/meio-ambiente/2015/01/agencia-da-onu-anuncia-tema-do-dia-mundial-da-agua-de-2015


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